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Agora Regional

Litoral de SP tem 144 praias próprias para banho no feriado de 7 de Setembro

Boletim da Cetesb indica que 82,3% das praias estão em condições adequadas, mas alerta para cuidados após chuvas.

· Estado de São Paulo
Litoral de SP tem 144 praias próprias para banho no feriado de 7 de Setembro
Os banhistas também devem evitar entrar no mar perto de rios, córregos, canais e saídas de água da chuva Foto: Divulgação/Governo de SP

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou nesta quinta-feira (3) que 144 das 175 praias do litoral paulista estão próprias para banho. O boletim, divulgado para o feriado prolongado de 7 de Setembro, aponta que 82,3% dos locais monitorados apresentam condições adequadas. As 31 praias restantes, que correspondem a 17,7% do total, foram classificadas como impróprias e devem ser evitadas pelos banhistas.

No Litoral Norte, 83 das 98 praias monitoradas estão próprias, representando 84,7%. Exemplos incluem Itamambuca em Ubatuba, Martim de Sá em Caraguatatuba e Sino em Ilhabela, enquanto 15 praias são impróprias.

A Baixada Santista possui 56 dos 72 locais avaliados como adequados para banho, um total de 77,8%. Entre eles estão Enseada-Indaiá em Bertioga, Iporanga no Guarujá e Praia da Divisa em São Vicente, com 16 pontos não recomendados.

No Litoral Sul, todas as cinco praias monitoradas foram classificadas como próprias para banho.

Recomendações da Cetesb

Apesar das condições favoráveis, a Cetesb alerta que a qualidade da água pode mudar rapidamente após chuvas. A orientação é aguardar pelo menos 24 horas antes de entrar no mar, mesmo que a praia esteja sinalizada como própria.

Durante as chuvas, a água escoa pelas ruas e pode levar lixo e resíduos para córregos, canais e, consequentemente, para o mar. Claudia Lamparelli, gerente do Setor de Águas Litorâneas da Cetesb, explica que o mais seguro é esperar após uma chuva intensa.

Banhistas também devem evitar entrar no mar perto de rios, córregos, canais e saídas de água da chuva. Esses pontos podem receber água contaminada e apresentar riscos, mesmo que o restante da praia esteja próprio.

Como é feita a análise

A Cetesb coleta amostras em pontos específicos, na faixa de água mais utilizada pelos banhistas, para análise laboratorial. O exame verifica a quantidade de enterococos, um grupo de bactérias que indica contaminação fecal.

A classificação considera os resultados das cinco semanas mais recentes, seguindo os critérios da Resolução Conama nº 274/2000. Uma praia é considerada imprópria se duas ou mais amostras, entre as cinco analisadas, apresentarem mais de 100 unidades formadoras de colônias (UFC) de enterococos por 100 mililitros de água.

Outro critério para imprópria é se a amostra mais recente tiver resultado superior a 400 UFC por 100 mililitros. A avaliação conjunta das cinco semanas ajuda a identificar a tendência da qualidade da água e minimiza o impacto de oscilações pontuais.

Os resultados são atualizados às quintas-feiras e podem ser consultados no site da Cetesb (cetesb.sp.gov.br) e no aplicativo Cetesb Mobile. Nos 175 pontos monitorados, bandeiras indicam a classificação: verde para própria e vermelha para imprópria.

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