Projeto Origem em Jundiaí celebra um ano de sustentabilidade e aprendizado nas escolas
Iniciativa da Secretaria de Educação transforma materiais descartados em oportunidades de aprendizagem para alunos e educadores da rede municipal.
O Projeto Origem – A Biblioteca das Coisas, iniciativa da Secretaria Municipal de Educação (SME) de Jundiaí, completou um ano em agosto de 2026. A proposta tem transformado materiais descartados em oportunidades de aprendizagem, investigação e criação para crianças e educadores da rede municipal. Lançado em agosto de 2025, o programa é desenvolvido por meio do Escola da Gente.
O Projeto Origem busca aproximar escolas, empresas e indústrias. O objetivo é dar um novo significado a materiais que perderam sua função original nos processos produtivos. Nas unidades escolares, esses itens são integrados a investigações, brincadeiras, experiências e projetos pedagógicos.
Para celebrar o primeiro ano da iniciativa, o 2º Festival Origem da Gente foi realizado na terça-feira (12) no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP). O evento reuniu educadores das EMEBs participantes dos ciclos formativos. A programação incluiu palestra de Guilherme Fraga, apresentação do livro Homens Invisíveis, de Fernando Braga da Costa, e exposições dos artistas Maria Isabel Archangelo e Alex Roch. Também houve apresentações de dança contemporânea, viola e música popular.
A coordenadora do CIEMPI, Maria Claudia Siqueira Schioser, destacou a importância do projeto. "Ao longo deste primeiro ano, vimos materiais doados por empresas e indústrias ganharem novos significados nas escolas, transformando-se em oportunidades de investigação, criação e aprendizagem para crianças e educadores", afirmou. Ela ressaltou que os ciclos formativos e as parcerias foram fundamentais para consolidar uma rede comprometida com a sustentabilidade, a inovação pedagógica e o protagonismo das infâncias.
Transformação nas escolas
Na EMEB Professora Ruth Carturan Wiemann, o Projeto Origem já mostra impactos diários. A diretora Thailana Cunha explicou que a iniciativa ampliou as possibilidades de aprendizagem, investigação e criação das crianças. "Na Educação Infantil trabalhamos com as potências das crianças, e isso passa pela oferta de diferentes materiais e possibilidades de exploração", disse. Ela adicionou que a escola conseguiu reestruturar espaços com as doações recebidas, beneficiando os alunos com mais oportunidades de explorar, investigar e criar.
Reconhecimento e impacto
Convidado para o festival, o atelierista e palestrante Guilherme Fraga elogiou a iniciativa. "É uma honra estar na rede pública compartilhando reflexões sobre a cultura do ateliê e a arte como forma de expressão", afirmou. Ele considerou o Projeto Origem uma experiência especial, digna de ser conhecida e compartilhada com outros territórios pela sua potência.
Em maio de 2026, o Projeto Origem foi um dos destaques do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora. Essa premiação nacional reconhece a inovação na gestão pública. O reconhecimento reforça os resultados da iniciativa ao unir sustentabilidade, educação e inovação em benefício das crianças da rede municipal.