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Cetesb lança guia de soluções sustentáveis para condomínios e loteamentos

Manual orienta sobre o uso de recursos naturais para evitar enxurradas, diminuir o calor e preservar a biodiversidade local.

· Estado de São Paulo
Cetesb lança guia de soluções sustentáveis para condomínios e loteamentos
Guia para Seleção de Equipamentos, Estruturas e Soluções Baseadas na Natureza reúne orientações para planejar áreas verdes e espaços de lazer em loteamentos, condomínios e bairros planejados Foto: Divulgação/Governo de SP

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) lançou um manual técnico voltado para a implementação de Soluções Baseadas na Natureza (SBN) em áreas urbanas. O documento, elaborado em parceria com entidades do setor da construção civil, traz orientações para o planejamento de espaços verdes e de lazer em condomínios, loteamentos e bairros planejados.

O objetivo principal da iniciativa é ensinar técnicas que utilizem elementos naturais, como solo e vegetação, para amenizar problemas comuns nas cidades. Entre os benefícios esperados estão a redução de enxurradas, a diminuição das temperaturas urbanas e a conservação da biodiversidade local.

Técnicas recomendadas

O guia detalha o funcionamento de diversas estruturas sustentáveis, como os jardins de chuva, que retêm temporariamente a água pluvial para facilitar a infiltração no solo. Outras opções apresentadas incluem as biovaletas, canais vegetados que reduzem a velocidade do fluxo da água, e as bacias vegetadas, que ajudam a desafogar a rede de drenagem convencional.

Além das soluções de drenagem, o material traz diretrizes para a criação de hortas comunitárias, pomares, corredores ecológicos para a fauna silvestre e playgrounds integrados à vegetação. A publicação destaca que a escolha de cada método deve considerar aspectos específicos do terreno, como a inclinação, o tipo de solo e o fluxo da água.

Regras e autorizações

A Cetesb ressalta que a apresentação das propostas no manual não concede permissão automática para a instalação das estruturas. Qualquer intervenção planejada precisa respeitar as leis ambientais vigentes e, dependendo do caso, passar pela análise e aprovação dos órgãos públicos competentes antes de ser executada.

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