Pular para o conteúdo
Agora Regional

Várzea Paulista passa por avaliação federal para certificar eliminação de hepatite B

Município recebeu técnicos do Ministério da Saúde para vistoria nos serviços de atendimento a gestantes e recém-nascidos

· Várzea Paulista
Várzea Paulista passa por avaliação federal para certificar eliminação de hepatite B
Foto: Prefeitura de Várzea Paulista

Várzea Paulista passou por uma avaliação do Ministério da Saúde sobre as ações locais para extinguir a transmissão da hepatite B de mãe para filho. A inspeção técnica de dois dias foi concluída nesta sexta-feira (9), no auditório da Praça Céu, como parte do processo de certificação federal.

A medida integra o plano nacional para erradicar o contágio de infecções como HIV, sífilis e hepatite B durante a gestação ou o parto. O município, que possui mais de 100 mil habitantes, está apto a pleitear o selo de qualidade do Governo Federal.

O processo mobiliza de forma integrada as equipes do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), da Vigilância em Saúde e da Atenção Primária. Esses setores atuam desde o diagnóstico precoce até o acompanhamento do recém-nascido.

Critérios de avaliação

Na vistoria presencial, os técnicos federais analisaram o fluxo de atendimento pré-natal, a disponibilidade de exames e o monitoramento dos casos na rede pública. Também foram avaliados os indicadores epidemiológicos e a qualidade dos registros de saúde locais.

As informações coletadas serão enviadas em um relatório para a Comissão Nacional de Validação. A gestora de Saúde de Várzea Paulista, Maria Aparecida Malta, explicou que a visita não assegura a aprovação imediata, pois o resultado final depende do cumprimento de todas as exigências do Ministério da Saúde.

Prevenção e cuidados

A hepatite B é uma doença viral que afeta o fígado e pode se tornar crônica em bebês infectados no nascimento. Para evitar a transmissão, as gestantes devem iniciar o pré-natal precocemente em uma Unidade Básica de Saúde para realizar a testagem.

Se o resultado for positivo, a grávida recebe tratamento adequado, que pode incluir antivirais. Após o parto, os recém-nascidos expostos precisam receber a vacina e a imunoglobulina específica preferencialmente nas primeiras 24 horas de vida.

Leia também em Várzea Paulista