Escolas de Jundiaí integram hortas orgânicas e alimentação saudável na rotina
Rede de ensino conta com mais de 87 hortas ativas e abastecimento de horta municipal que distribuiu 120 mil maços de alimentos em 2025.
Em Jundiaí, a rotina das escolas municipais alia nutrição e aprendizado prático por meio de cardápios planejados e do cultivo de hortas. No Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro de 2026, as ações locais buscam incentivar hábitos saudáveis desde a infância.
As refeições oferecidas aos estudantes seguem as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), priorizando itens frescos e minimamente processados. Além da seleção dos ingredientes, as unidades promovem a autonomia dos alunos, que são estimulados a se servirem sozinhos e a experimentarem novos sabores.
Hortas escolares e aprendizado prático
Atualmente, a rede municipal de ensino conta com mais de 87 hortas ativas. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, esses espaços funcionam como laboratórios ao ar livre, onde os estudantes participam de todas as etapas do cultivo, desde o plantio até a colheita.
A diretora do Departamento de Educação Infantil, Ellen Lucas Rozante, explica que o contato direto com a terra muda a relação das crianças com a comida. Segundo a supervisora de Sustentabilidade da pasta, Marina Formis de Oliveira, a atividade prática ajuda a fixar conteúdos curriculares de disciplinas como ciências e matemática.
Produção orgânica e PANCs
Para abastecer as cozinhas escolares, o município conta com a produção da Horta Vale Verde. Em 2025, o projeto de cultivo orgânico forneceu mais de 120 mil maços e pés de hortaliças de 26 variedades diferentes para a rede de ensino.
Entre os itens entregues no ano passado, destacam-se 30 mil pés de alface, 19 mil maços de cheiro-verde e cerca de 15 mil maços de ervas aromáticas e Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs). Espécies como ora-pro-nóbis, azedinha e vinagreira são utilizadas para ampliar o repertório nutricional dos alunos.
A nutricionista Nívea Cristina Maeda Takemoto, da Diretoria de Alimentação e Nutrição da secretaria, reforça que o consumo de alimentos colhidos perto das escolas garante mais frescor e preserva os nutrientes essenciais para o desenvolvimento infantil.