Servidoras de Jundiaí aprofundam Libras para atendimento inclusivo
Curso intermediário da Escola de Gestão Pública capacita 23 servidoras municipais para aprimorar a comunicação com pessoas surdas e promover a inclusão.
Vinte e três servidoras municipais de Jundiaí estão participando de um curso intermediário de Libras (Língua Brasileira de Sinais) promovido pela Escola de Gestão Pública (EGP) da Prefeitura. A capacitação, divulgada em 07 de setembro de 2026, visa ampliar a inclusão e tornar o atendimento público mais acessível à comunidade surda na cidade.
As participantes, de diversas áreas da Administração Municipal, aprofundam seus conhecimentos em aulas quinzenais. O módulo atual aborda gramática, verbos e construção de frases, totalizando 32 horas/aula. A formatura das servidoras está agendada para o dia 18 de novembro de 2026.
Sandra Cristina Zago Magrini, servidora do Ambulatório Médico de Infectologia (AMI) da Secretaria Municipal de Promoção da Saúde (SMPS), relatou ter utilizado a linguagem de sinais no trabalho. Ela expressou o desejo de seguir a formação até o nível avançado e atuar como intérprete de Libras após a aposentadoria. A servidora descreveu como gratificante a comunicação com uma pessoa surda que precisava de ajuda.
A professora do curso é a guarda municipal Regiane Arenhardt Diniz, que enfatiza a importância da capacitação para um acolhimento igualitário. Segundo ela, formar pessoas que veem na Libras mais que uma tradução é um ato de cidadania. O presidente da EGP, Vladimir Codinhoto, destacou que o aprendizado impacta diretamente a vida dos servidores e das pessoas assistidas.
Aplicativo de Acessibilidade
A GM Regiane Arenhardt Diniz, juntamente com os colegas Edval e Elielton, desenvolveu o aplicativo de acessibilidade “GM em Libras”. A ferramenta é destinada à população surda e facilita o acesso aos serviços de segurança. O aplicativo funciona via QR Code, transmitindo informações por vídeos em Libras via WhatsApp.
Com o uso do APP, pessoas surdas podem solicitar ajuda e registrar denúncias de crimes. O projeto, que contou com o suporte da Companhia de Informática de Jundiaí (CIJUN) e a colaboração de outros dez integrantes da Corporação, rendeu ao trio a medalha Monteiro Lobato da Academia Brasileira de Letras das Guardas Municipais.