Jundiaí: Grupo de Trabalho do Centro discute ampliação de campanha social
O Grupo de Trabalho (GT) do Centro de Jundiaí reuniu-se nesta semana para discutir estratégias de ampliação da campanha "Não doe o que sobra, doe o que transforma". A iniciativa, promovida pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), visa orientar a população sobre as formas mais eficazes de auxiliar pessoas em situação de vulnerabilidade na cidade.
O encontro faz parte das atividades do programa Centro da Gente, que completa um ano neste mês. O programa busca manter um diálogo contínuo entre o poder público, moradores, comerciantes e entidades da região central, promovendo ações integradas para o desenvolvimento local.
A campanha da SMADS tem como objetivo principal disseminar informações sobre como a ajuda pode ser mais transformadora, alcançando também bairros e comunidades. Luciane Mosca, secretária da SMADS, explicou que o cuidado com pessoas em vulnerabilidade vai além da entrega de itens básicos.
Segundo a secretária, o apoio envolve um processo de médio e longo prazo com proteção social, saúde, habitação, trabalho, renda e educação. Esse conjunto de políticas e serviços é essencial para criar novas possibilidades e interromper o ciclo que mantém indivíduos em situação de rua.
Multiplicação da mensagem
A proposta é que a solidariedade esteja conectada aos serviços e às políticas públicas, proporcionando um acompanhamento estruturado e mudanças duradouras. A participação de lideranças locais é considerada estratégica para multiplicar as orientações da campanha e informar a população sobre a rede de atendimento disponível no município.
Daniela Colagrossi, coordenadora do GT Centro e engenheira da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (SMPUMA), ressaltou a importância de levar a mensagem para diversas regiões da cidade. Ela destacou que a reunião com lideranças e instituições visa torná-las multiplicadoras da mensagem, levando a orientação para grupos de bairros e comunidades.
Colagrossi afirmou que a campanha integra uma política pública de reorganização da assistência social, fundamental para organizar a questão das pessoas em situação de rua a médio e longo prazo. Luiz, representante do Conseg Centro, sugeriu que uma das maneiras de ampliar o alcance da campanha é levar a informação para dentro das próprias comunidades.
Ele mencionou a possibilidade de contar com grupos de bairros, associações e redes de moradores para compartilhar a orientação e expandir o diálogo. O objetivo é transformar a vontade de ajudar em ações eficazes que contribuam para o cuidado e novas possibilidades para quem está em situação de rua.