Jundiaí debate melhorias nas políticas de proteção à infância e adolescência
Com paridade entre adultos e jovens, 13ª Conferência Municipal propôs ações em seis eixos temáticos para fortalecer direitos.
Nos dias 14 e 15 de setembro, Jundiaí sediou a 13ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. O encontro reuniu representantes do poder público, da sociedade civil e os próprios jovens para debater e propor melhorias nas políticas públicas voltadas a essa população.\n\nA iniciativa foi organizada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS). O tema central deste ano foi o fortalecimento do Sistema de Garantia de Direitos e a democracia participativa.\n\n## Eixos de discussão e propostas\n\nOs participantes trabalharam divididos em seis eixos temáticos, que abordaram desde o combate ao trabalho infantil até o fortalecimento dos conselhos tutelares e a prevenção de violências. Também foram discutidas a convivência familiar, a execução de medidas socioeducativas e o aprimoramento do controle social. O educador social Fernando Antônio dos Santos Júnior ministrou a palestra principal sobre a garantia de direitos.\n\nA secretária da SMADS, Luciane Mosca, e a juíza Patrícia Cayres Mariotti Cappi reforçaram a importância da união entre diferentes setores e o Judiciário para que o evento resulte em ações práticas. Durante a conferência, também foram revisadas as deliberações do encontro anterior.\n\n## Protagonismo juvenil\n\nUma das novidades desta edição foi a igualdade na proporção de participantes entre adultos e jovens, conforme destacou o presidente do CMDCA, Italo Gustavo da Costa. Representantes da Câmara Mirim, como Miguel Santos Morais, e do Parlamento Jovem, como Lívia Cristina Ribeiro, ressaltaram a importância de abrir espaço para que as novas gerações influenciem as decisões locais.\n\nPara garantir a inclusão de todas as faixas etárias, o evento contou com a Conferência Lúdica, que utilizou dinâmicas interativas para colher as opiniões do público infantil. A metodologia lúdica buscou assegurar o direito de participação previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).