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Agora Regional

Programa estadual apoia artesãos paulistas e emite mais de 700 carteiras do setor

Iniciativa itinerante levou serviços a 14 municípios e fortaleceu negócios de profissionais da capital, do litoral e do interior do estado.

· Estado de São Paulo
Programa estadual apoia artesãos paulistas e emite mais de 700 carteiras do setor
Alice de Oliveira, de 58 anos, mestra artesã, também carrega a herança familiar em seu trabalho Foto: Divulgação

O programa Empreendedor Artesão, promovido pelo Governo do Estado de São Paulo, vem fortalecendo o setor de artesanato em diversas regiões paulistas. Em 2026, a iniciativa realizou 14 ações itinerantes pelo interior e litoral, resultando na emissão de 729 Carteiras Estaduais do Artesão e Artesã para profissionais locais.

O documento emitido assegura o reconhecimento da atividade profissional e facilita o acesso a políticas públicas de apoio. Entre as vantagens oferecidas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) estão a capacitação técnica, a participação em feiras comerciais e o acesso a microcrédito pelo Banco do Povo Paulista.

Histórias de transformação na capital e no litoral

Na capital paulista, a cerâmica transformou a trajetória de Giovana Fortini, de 59 anos. Após deixar a carreira de gestora de eventos, ela se profissionalizou na Mooca e, inspirada por uma viagem a Cunha, decidiu viver da arte. Atualmente, Giovana planeja abrir um ateliê próprio para produzir e compartilhar conhecimentos com outros profissionais.

Já em São Sebastião, no litoral norte, o Ateliê Nicinho preserva a cultura caiçara por meio de esculturas em madeira. O espaço, fundado pelo Mestre Nicinho, de 81 anos, hoje é administrado por seu filho, Lindomar dos Santos, de 57 anos. A oficina envolve toda a família e funciona como um ponto de difusão cultural, recebendo visitas de estudantes da região.

Resgate cultural no interior paulista

No interior, em Guapiara, a mestra artesã Alice de Oliveira, de 58 anos, utiliza fibras naturais e palha de milho em suas criações. Filha de artesãos, Alice conciliava o trabalho pesado na roça com a produção manual antes de se aposentar. Hoje aposentada, ela destaca que o artesanato foi a atividade que garantiu seu sustento financeiro no passado.

Alice também atua na preservação histórica ao utilizar palha de milho crioulo, uma variedade antiga que havia sumido de sua família. Ela conseguiu recuperar as sementes com um agricultor local, retomando o cultivo e mantendo viva a tradição familiar e regional.

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