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Agora Regional

Projeto "Escuta o Meu Tambor" transforma saúde mental em Campo Limpo Paulista

Fanfarra do CAPS, composta por pacientes, promove superação e integração social através da música na cidade.

· Campo Limpo Paulista
Projeto "Escuta o Meu Tambor" transforma saúde mental em Campo Limpo Paulista
Foto: Prefeitura de Campo Limpo Paulista

O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Campo Limpo Paulista desenvolve o projeto "Escuta o Meu Tambor", uma oficina terapêutica que forma uma fanfarra com pacientes intensivos da unidade. A iniciativa, idealizada pela oficineira Marta Gorzoni, visa transformar o cuidado em saúde mental, promovendo a superação de desafios e a integração social dos participantes.

A ideia surgiu de rodas de conversa com os usuários do CAPS, onde a equipe e os frequentadores refletiram sobre a importância de ouvir as histórias de vida. A partir dessa premissa, buscou-se uma forma de expressão e acolhimento para os pacientes.

A formação da fanfarra exige dedicação contínua dos pacientes, que superam limitações causadas por medicação e isolamento social. O grupo conta com apoio de setores municipais para obter os instrumentos musicais necessários.

Nos bastidores da oficina, os pacientes treinam ritmo e coordenação. A confecção dos uniformes para as apresentações públicas é feita artesanalmente nas próprias oficinas do CAPS.

Em avenidas e eventos municipais, a fanfarra do CAPS de Campo Limpo Paulista dá um show de cidadania, emocionando o público. A iniciativa se destaca como uma das poucas do gênero no país, composta exclusivamente por usuários da rede de saúde mental.

Integração Comunitária

Como parte das ações de humanização e socialização, o CAPS de Campo Limpo Paulista celebra os aniversariantes do mês na última terça-feira de cada período. A festa reúne pacientes e colaboradores para compartilhar felicitações e o bolo.

Essa iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com a inclusão social e o afeto. O objetivo é garantir que pessoas com transtornos psíquicos vivam com autonomia, dignidade e participação ativa na comunidade.

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